Oi meu povo, boa noite pra todos!
Nossa, faz um tempão que não atualizo o blog... Falta de tempo e de inspiração mesmo...
Mas vamos lá, na quinta passada estiva na Villa Lobos do Teatro Nacional assistindo ao concerto da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e fiquei bem impressionado com ela!! A OFMG foi fundada em fevereiro de 2008 numa união da sociedade civil com o Governo de Minas e o sucesso é evidente. Prova que com boa vontade a gente chega lá sem maiores problemas.
No programa estava uma de minhas peças favoritas, O Pássaro de Fogo de Stravinsky! Fiquei meio ansioso pois a peça tem uma dinâmica incrível e a orquestra as vezes não dá conta do recado... Mas a OFMG mandou muiiiito bem!!! Sob a regência do maestro Fabio Mechetti, que aliás, tem que se falar, fez um trabalho imaculado com a orquestra, a música fluiu com suavidade e explodiu quando tinha que explodir! Foi um concerto imperdível, emocionante! Teve também o nosso Villa Lobos, e um extraordinário solista, o Sr. Arnaldo Cohen, num concerto de Liszt. Ele foi aplaudido de pé 3 vezes!! Premiadíssimo no mundo inteiro, foi um prazer assistí-lo tocando pra gente!
Uma coisa interessante que notei foi a postura do maestro. Geralmente eles são meio "carudos" e pernósticos. Não foi o caso, o Sr. Mechetti é a educação em pessoa. E é também incrivelmente generoso, sempre se colocando do lado da orquestra na hora dos aplausos (que foram muitos) e aplaudindo os solistas. Quem dera todos os maestros tivessem a segurança e o carisma do Sr. Mechetti. Até os músicos aplaudiam quando ele entrava... Significa que algo de extraordinário está acontecendo ali!
Parabéns OFMG e esperamos que voltem logo à Brasília!!
Bjks e boa noite a todos! Ah, pra ficar fútil só um poquinho que ninguém é de ferro, na orquestra ainda tem um gatinhos... Risos...
Site da orquestra: http://www.filarmonica.art.br/site/home.html
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
terça-feira, 15 de abril de 2008
Gobernator Arnie Schwarzenegger veta!!
Oi pessoal, achei esse vídeo surfando na net e tinha que dividir com vocês!! O nosso Terminator, Arnold Schwarzenegger, diz em encontro com o Log Cabin Republicans, grupo de Republicanos Gays, que vai vetar qualquer iniciativa que defina casamento somente entre heterosexuais.
Eu que já era fã desde Conan, O Bárbaro, agora amo o homem!!!!
Prova viva de genialidade desse imigrante que lutou e chegou onde queria!
Aplausos de pé pra você, Arnie!!
Beijos e até breve!!
Eu que já era fã desde Conan, O Bárbaro, agora amo o homem!!!!
Prova viva de genialidade desse imigrante que lutou e chegou onde queria!
Aplausos de pé pra você, Arnie!!
Beijos e até breve!!
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Uma Questão de Fé!
Pessoal, essa notícia saiu no Globo.com e fiquei impressionado com a fé desse homem. Olha como Papai do Céu atua nesses corações! Impressionante!! Queria dividir isso com vocês.
Milhões de beijos!
Sobrevivente do acidente da TAM conta: 'Não queria morrer queimado. Pedi por Deus e me joguei'
Plantão Publicada em 17/10/2007 às 08h57mCarol Knoploch, Diário de S.Paulo
SÃO PAULO - Valdinei Nascimento Muricy, de 33 anos, pediu ajuda a Deus três vezes e se jogou. O funcionário da TAM Express, último sobrevivente do maior acidente aéreo do país a sair do hospital, após 50 dias de internação, relembra aquele 17 de julho, quando o avião da TAM atravessou a pista em Congonhas e bateu no prédio, matando 199 pessoas.
- Tinha tentado descer do 3º andar pelo mastro de uma bandeira. Mas, estava fervendo que queimei as mãos. Pensei: Não quero morrer queimado. Pedi por Deus três vezes e me joguei. Fui ter certeza de que estava vivo três dias depois, quando acordei na UTI - conta Valdinei.
Após seis cirurgias, três ortopédicas e três plásticas, ele saiu do Hospital Santa Bárbara, em 6 de setembro. Está vivendo em um quarto de hotel, vizinho ao Aeroporto de Congonhas.
- O pior foi quebrar o fêmur, ombro e cotovelo esquerdos. Também queimei muito a perna esquerda. Tive de fazer enxertos.
Hoje, após três meses do acidente, diz que está ótimo, que não tem pesadelos e não precisou de acompanhamento psicológico. Segue programação rigorosa de fisioterapia e, nas horas vagas, recebe visitas, ouve música, lê livros e usa a internet. Pede para todos os seus visitantes recitarem a seu lado um salmo da Bíblia, sobre alguém que se salva da morte. "Abrindo a Bíblia achei esse salmo. É uma forma de agradecer por esta nova chance". O que lembra daquele dia?
Da fumaça, do calor. Andei abaixado até a janela. Liguei para um tio e pedi para ele não deixar que meus pais ligassem a TV. Sabia que aquelas imagens estavam sendo veiculadas. Eles têm idade avançada e poderiam ficar preocupados.
Não teve medo de se jogar daquela altura?
Estou lendo o livro "O que Podemos Aprender com os Gansos", além do "Jesus é o Maior Psicólogo que Já Existiu". E esse primeiro livro fala de tentativas... Eu não queria morrer queimado e tentei sobreviver. Primeiro tentei descer pelo mastro de uma bandeira. Queimei as mãos. Depois me joguei.
Considera um milagre?
Deus esteve comigo... Quando acordei na ambulância tive noção que estava vivo. Mas só fui ter certeza que sobreviveria três dias depois, no hospital. Acho que Deus ajudou, mas todos, desde o bombeiro que me recuperou na rua, até a equipe que ainda me ajuda hoje, são responsáveis por eu estar vivo. E eu também estou fazendo a minha parte. Quero andar.
E sua amiga (Michele), que também se jogou mas não resistiu?
Em respeito à família dela, não falarei sobre isso. Ela está num lugar melhor que nós.
Como é sua recuperação?
Os médicos dizem que estou bem. As queimaduras melhoraram. Estou conseguindo ficar de pé, mas ainda uso cadeira de rodas.
Quando volta a andar?
Não sei. A previsão de recuperação é de seis meses. Faço fisioterapia. Anteontem consegui lavar o rosto e escovar os dentes sozinho. Estou muito feliz.
O que mais faz para passar o tempo?
Uso o computador, escuto música e recebo muitas visitas dos meus amigos. Gosto de Madona e RPM. São músicas pra cima! Também tenho uma programação diária puxada. São cerca de 2 horas de terapia ocupacional, 1h30 de fisioterapia e mais um outro tanto de exercícios por minha conta própria. Faço quatro refeições diárias com supervisão de uma nutricionista. Já recuperei 5 quilos. Fiquei muito magrinho depois da internação.
O que pretende fazer quando estiver 100%?
Visitar meus pais, que não puderam vir para cá. Moram no interior da Bahia.
Milhões de beijos!
Sobrevivente do acidente da TAM conta: 'Não queria morrer queimado. Pedi por Deus e me joguei'
Plantão Publicada em 17/10/2007 às 08h57mCarol Knoploch, Diário de S.Paulo
SÃO PAULO - Valdinei Nascimento Muricy, de 33 anos, pediu ajuda a Deus três vezes e se jogou. O funcionário da TAM Express, último sobrevivente do maior acidente aéreo do país a sair do hospital, após 50 dias de internação, relembra aquele 17 de julho, quando o avião da TAM atravessou a pista em Congonhas e bateu no prédio, matando 199 pessoas.
- Tinha tentado descer do 3º andar pelo mastro de uma bandeira. Mas, estava fervendo que queimei as mãos. Pensei: Não quero morrer queimado. Pedi por Deus três vezes e me joguei. Fui ter certeza de que estava vivo três dias depois, quando acordei na UTI - conta Valdinei.
Após seis cirurgias, três ortopédicas e três plásticas, ele saiu do Hospital Santa Bárbara, em 6 de setembro. Está vivendo em um quarto de hotel, vizinho ao Aeroporto de Congonhas.
- O pior foi quebrar o fêmur, ombro e cotovelo esquerdos. Também queimei muito a perna esquerda. Tive de fazer enxertos.
Hoje, após três meses do acidente, diz que está ótimo, que não tem pesadelos e não precisou de acompanhamento psicológico. Segue programação rigorosa de fisioterapia e, nas horas vagas, recebe visitas, ouve música, lê livros e usa a internet. Pede para todos os seus visitantes recitarem a seu lado um salmo da Bíblia, sobre alguém que se salva da morte. "Abrindo a Bíblia achei esse salmo. É uma forma de agradecer por esta nova chance". O que lembra daquele dia?
Da fumaça, do calor. Andei abaixado até a janela. Liguei para um tio e pedi para ele não deixar que meus pais ligassem a TV. Sabia que aquelas imagens estavam sendo veiculadas. Eles têm idade avançada e poderiam ficar preocupados.
Não teve medo de se jogar daquela altura?
Estou lendo o livro "O que Podemos Aprender com os Gansos", além do "Jesus é o Maior Psicólogo que Já Existiu". E esse primeiro livro fala de tentativas... Eu não queria morrer queimado e tentei sobreviver. Primeiro tentei descer pelo mastro de uma bandeira. Queimei as mãos. Depois me joguei.
Considera um milagre?
Deus esteve comigo... Quando acordei na ambulância tive noção que estava vivo. Mas só fui ter certeza que sobreviveria três dias depois, no hospital. Acho que Deus ajudou, mas todos, desde o bombeiro que me recuperou na rua, até a equipe que ainda me ajuda hoje, são responsáveis por eu estar vivo. E eu também estou fazendo a minha parte. Quero andar.
E sua amiga (Michele), que também se jogou mas não resistiu?
Em respeito à família dela, não falarei sobre isso. Ela está num lugar melhor que nós.
Como é sua recuperação?
Os médicos dizem que estou bem. As queimaduras melhoraram. Estou conseguindo ficar de pé, mas ainda uso cadeira de rodas.
Quando volta a andar?
Não sei. A previsão de recuperação é de seis meses. Faço fisioterapia. Anteontem consegui lavar o rosto e escovar os dentes sozinho. Estou muito feliz.
O que mais faz para passar o tempo?
Uso o computador, escuto música e recebo muitas visitas dos meus amigos. Gosto de Madona e RPM. São músicas pra cima! Também tenho uma programação diária puxada. São cerca de 2 horas de terapia ocupacional, 1h30 de fisioterapia e mais um outro tanto de exercícios por minha conta própria. Faço quatro refeições diárias com supervisão de uma nutricionista. Já recuperei 5 quilos. Fiquei muito magrinho depois da internação.
O que pretende fazer quando estiver 100%?
Visitar meus pais, que não puderam vir para cá. Moram no interior da Bahia.
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Ministro do STF nos defende de forma brilhante!!
A igualdade é colorida
MARCO AURÉLIO MELLO
Fonte: Folha de São Paulo, domingo, 19 de agosto de 2007
São 18 milhões de cidadãos considerados de segunda categoria. Em se tratando de homofobia, o Brasil ocupa o primeiro lugar
SÃO 18 milhões de cidadãos considerados de segunda categoria: pagam impostos, votam, sujeitam-se a normas legais, mas, ainda assim, são vítimas de preconceitos, discriminações, insultos e chacotas.
Em se tratando de homofobia, o Brasil ocupa o primeiro lugar, com mais de cem homicídios anuais cujas vítimas foram trucidadas apenas por serem homossexuais.
Números tão significativos acabam ignorados porque a sociedade brasileira não reconhece as relações homoafetivas como geradoras de direito. Se o poder público se agarra a padrões conservadores, o dia-a-dia cria o fato, obrigando as instituições a acordar.
Um caso revelador dessa omissão aconteceu no Sul: após 47 anos de vida em comum, falecido o parceiro, cujo patrimônio se formara antes do vínculo, o Estado reivindicou a herança, alegando não haver herdeiros legais. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, porém, reconheceu a relação afetiva do casal, assentando o direito do sobrevivente aos bens.
O Judiciário gaúcho sobressai pela modernidade, havendo sido o primeiro a julgar ações ligadas a vínculos homoafetivos na vara de família, e não na cível. A diferença é significativa.
No primeiro caso, reconhece-se o vínculo íntimo, de familiaridade; no segundo, o societário, e aí, findos os anos de convivência, os parceiros são tidos como sócios, dividindo-se o patrimônio adquirido. Se nada for obtido na constância da relação, nada será devido. Tal postura mostra-se, no mínimo, injusta, porque não admite que a origem, a base da união é o afeto, não a vontade de compor sociedade. A jurisprudência vem avançando.
Começa a firmar-se o entendimento de que essa parceria se equipara à união estável, sobretudo para evitar o enriquecimento de outrem. Na maioria das vezes, parentes que costumam alijar do convívio o homossexual reclamam a herança por este deixada.
A Justiça vem admitindo o direito de casais homoafetivos à guarda e adoção de crianças. Na Bahia, há pouco se estabeleceu o direito de visita da ex-parceira ao filho gerado pela outra.
Em São Paulo, permitiu-se que dois parceiros adotassem quatro irmãos. Em geral, no entanto, só um adota -a lei permite que solteiros o façam-, em prejuízo do adotado, que perde o direito à proteção conjunta.
No rastro de decisões judiciais, o Executivo, compelido pela realidade e mediante atuação do INSS, estendeu aos homossexuais o reconhecimento do vínculo, a gerar o direito ao plano de saúde e à pensão.
Se, no âmbito federal, as mudanças vêm a fórceps, as legislações municipais e estaduais se mostram mais adequadas às transformações sociais.
Desde 1999, vige, em Salvador, a lei nº 5.275/97, que proíbe a discriminação homofóbica.
Aguarda ainda apreciação pelo Senado o projeto de lei nº 5.003/2001, que enquadra a homofobia como crime, já aprovado na Câmara dos Deputados, onde tramita também projeto que proíbe os planos de saúde de limitar a inscrição de dependentes no caso de parcerias homossexuais.
Essa homofobia não deixa de ser curiosa ante a tradição de tolerância dos brasileiros quanto à diversidade cultural e religiosa. E foi aqui que se realizou a maior parada gay do mundo, superando a pioneira São Francisco, na Califórnia.
É fato: nos últimos anos, alguns tabus foram por água abaixo, como a concepção de que homossexuais não poderiam adotar. Desde 1984, quando retirada a homossexualidade do rol das doenças, esse argumento deixou de respaldar práticas abusivas, como tratamentos psiquiátricos. A melhor notícia parece ser a censura social: hoje em dia é politicamente incorreto defender qualquer causa que se mostre preconceituosa. Se a discriminação racial e a de gênero já são crimes, por que não a homofobia?
Felizmente, o aumento do número de pessoas envolvidas nas manifestações e nas organizações em prol da obtenção de visibilidade e, portanto, dos benefícios já conquistados pelos heterossexuais faz pressupor um quadro de maior compreensão no futuro.
Mesmo a reboque dos países mais avançados, onde a união civil homossexual é reconhecida legalmente, o Brasil está vencendo a guerra desumana contra o preconceito, o que significa fortalecer o Estado democrático de Direito, sem dúvida alguma, a maior prova de desenvolvimento social.
MARCO AURÉLIO MELLO é ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
MARCO AURÉLIO MELLO
Fonte: Folha de São Paulo, domingo, 19 de agosto de 2007
São 18 milhões de cidadãos considerados de segunda categoria. Em se tratando de homofobia, o Brasil ocupa o primeiro lugar
SÃO 18 milhões de cidadãos considerados de segunda categoria: pagam impostos, votam, sujeitam-se a normas legais, mas, ainda assim, são vítimas de preconceitos, discriminações, insultos e chacotas.
Em se tratando de homofobia, o Brasil ocupa o primeiro lugar, com mais de cem homicídios anuais cujas vítimas foram trucidadas apenas por serem homossexuais.
Números tão significativos acabam ignorados porque a sociedade brasileira não reconhece as relações homoafetivas como geradoras de direito. Se o poder público se agarra a padrões conservadores, o dia-a-dia cria o fato, obrigando as instituições a acordar.
Um caso revelador dessa omissão aconteceu no Sul: após 47 anos de vida em comum, falecido o parceiro, cujo patrimônio se formara antes do vínculo, o Estado reivindicou a herança, alegando não haver herdeiros legais. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, porém, reconheceu a relação afetiva do casal, assentando o direito do sobrevivente aos bens.
O Judiciário gaúcho sobressai pela modernidade, havendo sido o primeiro a julgar ações ligadas a vínculos homoafetivos na vara de família, e não na cível. A diferença é significativa.
No primeiro caso, reconhece-se o vínculo íntimo, de familiaridade; no segundo, o societário, e aí, findos os anos de convivência, os parceiros são tidos como sócios, dividindo-se o patrimônio adquirido. Se nada for obtido na constância da relação, nada será devido. Tal postura mostra-se, no mínimo, injusta, porque não admite que a origem, a base da união é o afeto, não a vontade de compor sociedade. A jurisprudência vem avançando.
Começa a firmar-se o entendimento de que essa parceria se equipara à união estável, sobretudo para evitar o enriquecimento de outrem. Na maioria das vezes, parentes que costumam alijar do convívio o homossexual reclamam a herança por este deixada.
A Justiça vem admitindo o direito de casais homoafetivos à guarda e adoção de crianças. Na Bahia, há pouco se estabeleceu o direito de visita da ex-parceira ao filho gerado pela outra.
Em São Paulo, permitiu-se que dois parceiros adotassem quatro irmãos. Em geral, no entanto, só um adota -a lei permite que solteiros o façam-, em prejuízo do adotado, que perde o direito à proteção conjunta.
No rastro de decisões judiciais, o Executivo, compelido pela realidade e mediante atuação do INSS, estendeu aos homossexuais o reconhecimento do vínculo, a gerar o direito ao plano de saúde e à pensão.
Se, no âmbito federal, as mudanças vêm a fórceps, as legislações municipais e estaduais se mostram mais adequadas às transformações sociais.
Desde 1999, vige, em Salvador, a lei nº 5.275/97, que proíbe a discriminação homofóbica.
Aguarda ainda apreciação pelo Senado o projeto de lei nº 5.003/2001, que enquadra a homofobia como crime, já aprovado na Câmara dos Deputados, onde tramita também projeto que proíbe os planos de saúde de limitar a inscrição de dependentes no caso de parcerias homossexuais.
Essa homofobia não deixa de ser curiosa ante a tradição de tolerância dos brasileiros quanto à diversidade cultural e religiosa. E foi aqui que se realizou a maior parada gay do mundo, superando a pioneira São Francisco, na Califórnia.
É fato: nos últimos anos, alguns tabus foram por água abaixo, como a concepção de que homossexuais não poderiam adotar. Desde 1984, quando retirada a homossexualidade do rol das doenças, esse argumento deixou de respaldar práticas abusivas, como tratamentos psiquiátricos. A melhor notícia parece ser a censura social: hoje em dia é politicamente incorreto defender qualquer causa que se mostre preconceituosa. Se a discriminação racial e a de gênero já são crimes, por que não a homofobia?
Felizmente, o aumento do número de pessoas envolvidas nas manifestações e nas organizações em prol da obtenção de visibilidade e, portanto, dos benefícios já conquistados pelos heterossexuais faz pressupor um quadro de maior compreensão no futuro.
Mesmo a reboque dos países mais avançados, onde a união civil homossexual é reconhecida legalmente, o Brasil está vencendo a guerra desumana contra o preconceito, o que significa fortalecer o Estado democrático de Direito, sem dúvida alguma, a maior prova de desenvolvimento social.
MARCO AURÉLIO MELLO é ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Um dia de "drag"!
Oi amores!
Pois é, como vocês sabem, eu montei esse ano para ir a Parada Gay de Brasília. Todo ano eu monto exclusivamente nessa data pois "montar" dá trabalho e é pra poucos. Mas esse ano eu fiz uma coisa diferente: quando acabou a parada e eu estava mortérrima de fome, pois passei o dia com 3 barrinhas de Nutri (pra manter a barriguinha sob controle, claro!!), uns amigos me convidaram para ir ao Jera na Asa Sul. Me perguntaram se eu passaria em casa pra trocar de roupa, e eu disse que não, iria assim mesmo, montada! E lá fomos nós...
Quando chegamos ao restaurante, causamos o maior frisson. Todos ficaram nos olhando. Eu não estava nem aí, simplesmente, cheguei, arrasei e sentei a mesa. Como sentei de costas não notei a atitude das pessoas. Mas os amigos foram me relatando. As mulheres do lugar me olharam com uma mistura de raiva e ciúmes, e os caras com cara de ódio.
Enfim, fizemos nossos pedidos e comemos normalmente, pois pra quem não sabe, somos normais e feitos a imagem de semelhança de Papai do Céu, que alías teve um bom gosto imenso quando nos criou.
Depois de comermos, na hora do cafezinho, um grupo de amigos levantou e começou a falar perto de nós. Eu não prestei atenção, mas quando vi, um dos meus amigos pegou um prato e disse que ia jogar no focinho de um carinha que havia acabado de comentar com seus amiguinhos que "eu estava ali no restaurante fazendo ponto, e que ele não sabia como o restaurante permitiu que uma pessoa como eu, se sentasse e comesse lá." Eu bem que poderia levantar e bater na cara dele, mas pensei: "por que fazer isso? Se agisse assim estaria contribuindo para que depois me chamassem de drag barraqueira, vagabunda ou vadia.", como estão acostumados a chamar as amigas travestis, transex, montadas, etc. Eu não iria contribuir para esse preconceito ridículo, demagógico e hipócrita deles. Nunquinha, meu bem!! Logo depois, eles se foram, pra nossa alegria. Rezadeira como sou, para o azar deles, já pedi a Papai do Céu pra fazer justiça pois ninguém no planeta merece ser tratado desse jeito.
Ficamos conversando, eu e meus amados amigos, mais um tempo e concluímos algumas coisas:
- O olhar raivoso das mulheres tinha a ver com inveja, e da grossa. Seus namoradinhos não teriam como pagar uma maquiagem maravilhosa como a que eu estava usando. E o vestido, então?? Com certeza minha beleza, e modéstia parte eu estava linda mesmo, incomodou muito. Como podia uma bichinha como eu estar tão bela e esplendorosa, tão melhor que elas??? Além de sorridente e bem humorada??? E mais, e o mêdo dos seus namoradinhos olharem para mim e me desejarem??? É amigos e amigas, o buraco é bem mais em baixo.
- Já os meninos olharam com ódio, profundamente perturbados, pois quem sabe não estavam a fim de me pegar e me levar pra cama. E serem passivos pra mim. Será que não estavam numa prisão??? E querendo loucamente se libertar??? Minha liberdade pra eles, era motivo também de inveja.
Liberdade: que palavra linda, não? Minha amiga disse que de todas as pessoas que participaram do nosso grupo jovem, eu era a mais livre, mais feliz delas! Ela disse isso com lágrimas nos olhos. Quão verdadeira foi essa frase... Eu senti um arrepio na alma quando a ouvi. Liberdade assusta, meu povo, e muito. Mas eu não troco ela por nada, nada nesse mundo.
Eu tenho a profunda liberdade de me vestir de mulher e de adorar o meu Deus e Criador! Isso ninguém jamais vai me tirar e eu não vendo nem troco por nada, nem nenhum dinheiro desse mundo!!!!!!
Agora uma coisa ainda me perturba: eu me "monto" uma vez por ano e já fui vítima de tanta hipocrisia em uma noite só. E quem se "monta" pra viver? Ou porque não se enxerga de outro jeito a não ser vestida de mulher? Esses, meus amigos, são os verdadeiros heróis e heroínas do nosso tempo pois lutam pela sua liberdade! Pra eles e elas, eu me curvo e aplaudo, pois são todos e todas criações maravilhosas do meu Deus que nos ama a todos sem fazer acepção de pessoas e de forma incondicional!
Antes de me despedir, tenho que reconhecer o carinho imenso que o pessoal do Jera nos tratou. Os garçons foram de uma simplicidade fascinante, honestos, atenciosos e carinhosos. Ponto pra eles e que continuem assim!!
Um beijo e até a próxima!!
Pois é, como vocês sabem, eu montei esse ano para ir a Parada Gay de Brasília. Todo ano eu monto exclusivamente nessa data pois "montar" dá trabalho e é pra poucos. Mas esse ano eu fiz uma coisa diferente: quando acabou a parada e eu estava mortérrima de fome, pois passei o dia com 3 barrinhas de Nutri (pra manter a barriguinha sob controle, claro!!), uns amigos me convidaram para ir ao Jera na Asa Sul. Me perguntaram se eu passaria em casa pra trocar de roupa, e eu disse que não, iria assim mesmo, montada! E lá fomos nós...
Quando chegamos ao restaurante, causamos o maior frisson. Todos ficaram nos olhando. Eu não estava nem aí, simplesmente, cheguei, arrasei e sentei a mesa. Como sentei de costas não notei a atitude das pessoas. Mas os amigos foram me relatando. As mulheres do lugar me olharam com uma mistura de raiva e ciúmes, e os caras com cara de ódio.
Enfim, fizemos nossos pedidos e comemos normalmente, pois pra quem não sabe, somos normais e feitos a imagem de semelhança de Papai do Céu, que alías teve um bom gosto imenso quando nos criou.
Depois de comermos, na hora do cafezinho, um grupo de amigos levantou e começou a falar perto de nós. Eu não prestei atenção, mas quando vi, um dos meus amigos pegou um prato e disse que ia jogar no focinho de um carinha que havia acabado de comentar com seus amiguinhos que "eu estava ali no restaurante fazendo ponto, e que ele não sabia como o restaurante permitiu que uma pessoa como eu, se sentasse e comesse lá." Eu bem que poderia levantar e bater na cara dele, mas pensei: "por que fazer isso? Se agisse assim estaria contribuindo para que depois me chamassem de drag barraqueira, vagabunda ou vadia.", como estão acostumados a chamar as amigas travestis, transex, montadas, etc. Eu não iria contribuir para esse preconceito ridículo, demagógico e hipócrita deles. Nunquinha, meu bem!! Logo depois, eles se foram, pra nossa alegria. Rezadeira como sou, para o azar deles, já pedi a Papai do Céu pra fazer justiça pois ninguém no planeta merece ser tratado desse jeito.
Ficamos conversando, eu e meus amados amigos, mais um tempo e concluímos algumas coisas:
- O olhar raivoso das mulheres tinha a ver com inveja, e da grossa. Seus namoradinhos não teriam como pagar uma maquiagem maravilhosa como a que eu estava usando. E o vestido, então?? Com certeza minha beleza, e modéstia parte eu estava linda mesmo, incomodou muito. Como podia uma bichinha como eu estar tão bela e esplendorosa, tão melhor que elas??? Além de sorridente e bem humorada??? E mais, e o mêdo dos seus namoradinhos olharem para mim e me desejarem??? É amigos e amigas, o buraco é bem mais em baixo.
- Já os meninos olharam com ódio, profundamente perturbados, pois quem sabe não estavam a fim de me pegar e me levar pra cama. E serem passivos pra mim. Será que não estavam numa prisão??? E querendo loucamente se libertar??? Minha liberdade pra eles, era motivo também de inveja.
Liberdade: que palavra linda, não? Minha amiga disse que de todas as pessoas que participaram do nosso grupo jovem, eu era a mais livre, mais feliz delas! Ela disse isso com lágrimas nos olhos. Quão verdadeira foi essa frase... Eu senti um arrepio na alma quando a ouvi. Liberdade assusta, meu povo, e muito. Mas eu não troco ela por nada, nada nesse mundo.
Eu tenho a profunda liberdade de me vestir de mulher e de adorar o meu Deus e Criador! Isso ninguém jamais vai me tirar e eu não vendo nem troco por nada, nem nenhum dinheiro desse mundo!!!!!!
Agora uma coisa ainda me perturba: eu me "monto" uma vez por ano e já fui vítima de tanta hipocrisia em uma noite só. E quem se "monta" pra viver? Ou porque não se enxerga de outro jeito a não ser vestida de mulher? Esses, meus amigos, são os verdadeiros heróis e heroínas do nosso tempo pois lutam pela sua liberdade! Pra eles e elas, eu me curvo e aplaudo, pois são todos e todas criações maravilhosas do meu Deus que nos ama a todos sem fazer acepção de pessoas e de forma incondicional!
Antes de me despedir, tenho que reconhecer o carinho imenso que o pessoal do Jera nos tratou. Os garçons foram de uma simplicidade fascinante, honestos, atenciosos e carinhosos. Ponto pra eles e que continuem assim!!
Um beijo e até a próxima!!
domingo, 17 de junho de 2007
Décima Parada Gay de Brasília!!!
Pessoal,
Parada de Brasília na sua décima edição bombouuuuuu!!!
Parabéns a todos que resolveram aparecer e abrilhantar a Parada!
Eu estava montadérrima graças a amigos mais que especiais: Beubeux que trabalhou igual um louco e fez um vestido elegantérrimo; Alex, que é um fofo e fez uma maquiagem divina; Manuel, outro fofo, que afinou a sobrancelha; e o Vando, amigo querido!!
Valeu galera, obrigado de todo o coração (vocês já guardaram um lugar especial nele) e podem aplaudir que a drag é sua!!!
Beijos e depois coloco mais impessões da Parada!!
terça-feira, 12 de junho de 2007
Parada de Sampa!! Tudo de bom!!
Oi meninos e meninas, bem vindos!!
A décima primeira edição da Parada Gay de Sampa foi tudo de bom! Essa foi minha segunda ida e não dexarei de ir nunca mais, pois além de um evento político (não esqueçamos que nossa cidania plena ainda não é respeitada), é pura diversão!! Vinte e um trios elétricos tocando dentre outras Alone, de Offer Nissim e Maya e a ferveção correndo solta!!!
Mas a Parada esse ano teve um gostinho especial pra mim: eu conheci o David. Uma pessoa doce, carinhosa, pura, linda e deliciosamente gostosa!! Em todos os sentidos!! Como toda Parada cosmopolita, pois tinha gente de todo o lugar do mundo, sempre corremos o risco de encontrar uma pessoa especial e perdê-la logo em seguida pois chegada a meia noite nossa carruagem vira abóbora...
A gente se conheceu de uma maneira que pra mim foi muito louca: simplesmente nos olhamos, cruzamos um pelo outro, e alguns passos adiante, viramos pra conferir. Que bom que ele olhou de novo pra mim e que bom que eu olhei de novo pra ele. Nos aproximamos, eu perguntei o nome dele e o beijei no rosto. Logo depois ele falou: "Faz tanto tempo que eu não fico com ninguém... eu tô meio perdido, posso te abraçar?". Eu lógico disse que sim e imediatamente o abracei!! Descemos a Consolação abraçadinhos! Os amigos dele, todos fofos, acompanhavam a gente e o David ficava preocupado de se perder deles, o que não aconteceu. Eu estava nas nuvens e logo depois perguntei: "Você é de onde?" e aí veio a resposta que eu não queria ouvir... disse que era de Minas. Eu falei que era de Brasília. Talvez ali naquele momento, descobríamos que a carruagem realmente viraria abóbora... Fiquei muito triste mas ele foi tão doce que nem me importei. Sabia que não poderia me apaixonar. Mas quem comanda o coração não é a mente e aí a coisa pega.
Pra finalizar a história e guardar tudo que aconteceu só pra nós dois (desculpem amores, mas coisas assim é bom você guardar no coração, lá no fundinho), só vou dizer que fiquei com ele até o ônibus dele ir. Ainda olhei enquanto o ônibus partia e levava parte de mim que agora é dele, do David, meu "ficante" que deixou saudades.
Só um detalhe: eu me apaixonei pelo David. Eu entendo que não vai dar pra gente ser namorados, pois a distância no nosso caso é intransponível, vidas diferentes que se encontraram num momento especial e que seguem. Ainda liguei pra ele na segunda pra ver se ele havia chegado bem. Espero manter um certo contato pois pessoas divinas, especiais, e maravilhosas como ele a gente não encontra todo dia.
As vezes, eu queria que a vida fosse mais simples e que pudesse estar com ele sempre, só pra sentir aquele cheiro gostoso, aquele afago carinhoso, aquele sorriso deslumbrante. Ah, David, que lindo você é, que Deus te mantenha! Sorte de quem te conhece e pode desfrutar da tua presença todos os dias.
Um beijo no seu coração. O meu tá em frangalhos, morto de saudades de você...
A décima primeira edição da Parada Gay de Sampa foi tudo de bom! Essa foi minha segunda ida e não dexarei de ir nunca mais, pois além de um evento político (não esqueçamos que nossa cidania plena ainda não é respeitada), é pura diversão!! Vinte e um trios elétricos tocando dentre outras Alone, de Offer Nissim e Maya e a ferveção correndo solta!!!
Mas a Parada esse ano teve um gostinho especial pra mim: eu conheci o David. Uma pessoa doce, carinhosa, pura, linda e deliciosamente gostosa!! Em todos os sentidos!! Como toda Parada cosmopolita, pois tinha gente de todo o lugar do mundo, sempre corremos o risco de encontrar uma pessoa especial e perdê-la logo em seguida pois chegada a meia noite nossa carruagem vira abóbora...
A gente se conheceu de uma maneira que pra mim foi muito louca: simplesmente nos olhamos, cruzamos um pelo outro, e alguns passos adiante, viramos pra conferir. Que bom que ele olhou de novo pra mim e que bom que eu olhei de novo pra ele. Nos aproximamos, eu perguntei o nome dele e o beijei no rosto. Logo depois ele falou: "Faz tanto tempo que eu não fico com ninguém... eu tô meio perdido, posso te abraçar?". Eu lógico disse que sim e imediatamente o abracei!! Descemos a Consolação abraçadinhos! Os amigos dele, todos fofos, acompanhavam a gente e o David ficava preocupado de se perder deles, o que não aconteceu. Eu estava nas nuvens e logo depois perguntei: "Você é de onde?" e aí veio a resposta que eu não queria ouvir... disse que era de Minas. Eu falei que era de Brasília. Talvez ali naquele momento, descobríamos que a carruagem realmente viraria abóbora... Fiquei muito triste mas ele foi tão doce que nem me importei. Sabia que não poderia me apaixonar. Mas quem comanda o coração não é a mente e aí a coisa pega.
Pra finalizar a história e guardar tudo que aconteceu só pra nós dois (desculpem amores, mas coisas assim é bom você guardar no coração, lá no fundinho), só vou dizer que fiquei com ele até o ônibus dele ir. Ainda olhei enquanto o ônibus partia e levava parte de mim que agora é dele, do David, meu "ficante" que deixou saudades.
Só um detalhe: eu me apaixonei pelo David. Eu entendo que não vai dar pra gente ser namorados, pois a distância no nosso caso é intransponível, vidas diferentes que se encontraram num momento especial e que seguem. Ainda liguei pra ele na segunda pra ver se ele havia chegado bem. Espero manter um certo contato pois pessoas divinas, especiais, e maravilhosas como ele a gente não encontra todo dia.
As vezes, eu queria que a vida fosse mais simples e que pudesse estar com ele sempre, só pra sentir aquele cheiro gostoso, aquele afago carinhoso, aquele sorriso deslumbrante. Ah, David, que lindo você é, que Deus te mantenha! Sorte de quem te conhece e pode desfrutar da tua presença todos os dias.
Um beijo no seu coração. O meu tá em frangalhos, morto de saudades de você...
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